Especialista em fusões e aquisições do Tostes e Associados Advogados, Paulo Augusto Silva Novaes tem uma opinião bem diferente do professor da FGV William Eid Junior (veja posts anteriores). Novaes afirma que os consumidores saem perdendo com a compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar.
Novaes acredita que um dos maiores problemas da concentração será no crédito direito, ou seja, o financiamento da compra de produtos diretamente nas lojas. Com menos concorrência, os juros podem subir.
— É um crédito que atende a pessoas que não têm histórico de crédito bancário. São principalmente pessoas de baixo poder aquisitivo. O crédito bancário é caro por falta de concorrência. O varejo segue esse caminho — afirma.
O fato relevante do Grupo Pão de Açúcar fala em carteira de crédito de mais de R$ 1 bilhão. Novaes lembra que o setor muita vezes tem ganho maior na operação de crédito do que na margem de venda dos produtos.
Para ele, a operação precisará ser bem analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), principalmente porque o Grupo Pão de Açúcar já comprou o Ponto Frio, que tem operações semelhantes.
— A lei antitruste fala que qualquer operação que resulte em mais de 20% de concentração de mercado ou que uma das empresas tenha mais de R$ 400 milhões em receita bruta precisa ser avaliada. Essa será, portanto, avaliada — diz.
Diferentemente do professor da FGV William Eid Junior, especialista em varejo, Novaes se diz preocupado com o poder de negociação que a empresa terá com fornecedores, dada à dimensão do negócio. Fonte: Miriam Leitão
































0 comentários:
Postar um comentário