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Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, granha grande fábrica de celulose

O município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, próximo à divisa com o estado de São Paulo, caminha para tornar-se um importante polo produtor de celulose de fibra curta a partir de eucalipto.


A matéria-prima é utilizada para a fabricação sobretudo de papeis utilizados em escritórios e de uso escolar.


Após a unidade da Fibria em parceria com a International Paper (inaugurada no início deste ano), um novo projeto será erguido na região.


Trata-se da Eldorado, empresa formada pela MCL Empreendimentos e pela J&F (também controladora da JBS-Friboi), que construirá na cidade uma fábrica com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas do insumo por ano.


A informação foi confirmada por Mário Celso Lopes, diretor-presidente da nova companhia. De acordo com o executivo, os investimentos serão de R$ 2,9 bilhões e já foi protocolado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um pedido de financiamento. "Será a principal fonte de recursos", afirmou.


A cidade de Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, foi escolhida para sediar a fábrica porque no local já existem 30 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas, cuja maturação deverá ocorrer em cerca de três anos.


A área com as árvores pertence à Florestal Serviços Florestais, empresa composta pela MCL e pela J&F, mas também pela Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). O diretor-presidente da Eldorado ocupa o mesmo cargo na Florestal.


"O objetivo da Florestal é apenas plantar florestas, mas em certo momento elas precisam ser destinadas a algum projeto. E foi a própria Florestal que pediu ao governo do Estado um estudo de impacto ambiental e econômico", disse Lopes.


As obras da fábrica de celulose deverão ser iniciadas ainda em 2010. Elas dependem ainda do fornecimento das licenças exigidas pelos órgãos de fiscalização ambiental.


Durante o período de construção da indústria, serão criados de 7 mil a 8 mil empregos, segundo previsão de Lopes.


A licença ambiental prévia foi solicitada em 13 de novembro ao Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul). Na ocasião, Carlos Rosa, diretor da Florestal, afirmou que a empresa não tinha interesse em construir uma fábrica de celulose.


A celulose que será produzida pela Eldorado se destinará à exportação, principalmente China, Europa e Estados Unidos.

Fonte: Brasil Econômico


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